Rotas do Ouro com BTTPINOCO e amigos (4.º episodio) - 02 de abril de 2016

Como vem sendo hábito anualmente, os amigos BTT Pinoco deslocam-se a Jales para durante um dia pedalarmos e confraternizarmos. Isto vem acontecendo desde 2010, no entanto só o ano passado houve um interregno por não ter sido possível conciliar datas…
Este ano começámos a conversar sobro o passeio logo no início do ano e apontou-se o mês de abril como o mês ideal. O inverno este ano tem sido bastante chuvoso mas imaginámos que em abril, embora o ditado diga “águas mil” as coisas pudessem estar mais calmas, no entanto, haveria a hipótese de se adiar caso as previsões apontassem para demasiada chuva.
As previsões a 15 dias apontavam para aguaceiros/chuva o que para alguns dos habituais presentes começou por causar alguma incógnita…
Resolvemos não adiar e manter a data de 2 de abril para a epopeia em Jales e arredores.
Ao amanhecer as nuvens pairavam no céu mas mantinham-se calmas… não chovia!
À hora marcada já a malta estava no local a preparar-se para um dia de prática BTTtista e convívio. Os atletas mais aprimorados refastelavam-se em toalhas vermelhas colocando sobre as mesmas os seus equipamentos para selecionarem os mais adequados às condições…
Depois de tudo preparado saímos para os trilhos bem logo ali ao lado descendo até à ribeira da peliteira. Fui à frente para filmar (o vídeo não saiu…o meu programa GoPro Studio está cheio de Bugs, após a terceira edição desisti…se alguém quiser partilhar um outro programa de edição…agradeço)
Ao mesmo tempo testar se algumas das giestas que havia cortado uns dias antes foram suficientes para se poder passar sem problemas.

Tudo a correr bem começámos a primeira ascensão do dia até à localidade de Guilhado.
O pelotão ia-se mantendo junto, no entanto, o João, o Vítor e o Zé destacavam-se mais à frente e com vontade de andar. À medida que se avançava na subida iam-se fazendo paragens para reagrupar e ao mesmo tempo conversar e rir um pouco.

Depois de Guilhado passámos na zona florestal de Tinhela, uma zona fantástica cheia de coníferas e uma mata altamente densa e fechada. Alguém falava no cenário do filme “Senhor dos Anéis”…

Do alto de Tinhela descemos a grande velocidade por um trilho largo mas com algumas pedras pequenas à mistura, até à localidade de Vila Meã.

Depois de atravessar a N2 muito próximo de Pedras Salgadas rumámos até à ponte das regateiras que atravessa o rio Avelames. Local de paragem para se fotografar a ponte que se tem mantido às cheias do rio, no entanto, uma das cunhas da ponte que “quebra” a força da corrente já mostra alguma fragilidade…

Já na localidade de Pedras Salgadas a entrada no parque termal era como que obrigatória e, também, a passagem pelas eco-houses. Na passagem pela nascente das águas das Pedras Salgadas nada melhor que beber um copinho de água da nascente.
Aqui, alguns decidiram encher os bidons para a subida à Serra da Padrela, outros até para levar a água às esposas…!

Do parque termal seguimos para o centro hípico por uma caminho extremamente cheio de água e lama, até que chegados à ponte das Romanas parámos para abastecer atendendo a que viria aí dali a poucos kms a grade dificuldade do dia.
A ponte das Romanas está bastante danificada devido às últimas chuvas. Seria importante uma rápida intervenção porque corre o risco de no próximo inverno ceder às cheias do rio, o que é uma pena.

Desde a Ponte das Romanas e depois do lanche/abastecimento o Grupo seguiu até à localidade de Vreia de Bornes por entre um pingo ou outro de chuva mas nada de alarmante.

Próximo da localidade de Vreia de Bornes fez-se um dos sigle tracks do dia, com um misto de diversão e alguma técnica a subir.

A caminho de Barbadães de Baixo um dos Homens mais fortes do Grupo – O Fernando fez questão de entrar em ação, ajudando a desimpedir a passagem no trilho.

Antes de iniciar uma das grandes descidas do dia, passou-se por Barbadães de Cima e só então se desceu à localidade de Valoura por uma mata autóctone. Nessa descida a determinado momento o Zé que seguia à frente fez a malta descer por uma zona bastante íngreme colocando mesmo à prova a técnica de cada um.

No final desta descida estava-se no ponto mais baixo do percurso – 500m de altitude.
Viriam aí 8 kms pela frente , a subida mais longa e dura do dia que levariam o Grupo à cota dos 1130m, no alto da Serra da Padrela onde pela primeira vez no dia se viu o sol e nos acompanhou durante umas horas.

Aqueles que andaram melhor quando chegaram ao cimo tiveram oportunidade de fazer algumas brincadeiras enquanto esperavam pelos restantes colegas. Ainda havia alguma neve que tinha caído sábado de madrugada.

Entretanto e após todos terem chegado ao alto, o Grupo foi informado pelo Zé que o percurso dali para a frente seria tendencialmente a descer…

Chegados à localidade de Lagoa estava lá o nosso pai com algumas peças de fruta e umas madalenas bastante apreciadas pelo João Barbosa. A coca-cola também não poderia faltar, mesmo sem copos se improvisou forma de a beber.

O destino desde a localidade de Lagoa seria Tinhela de Cima pelas margens do Rio Tinhela que fizemos num single track soberbo.

Depois continuámos a pedalar em zona florestal bastante rolante onde as coníferas voltaram ao cenário, até que, depois de descermos ao Rio Tinhela o atravessarmos se subiu para Cidadela de Jales para finalmente chegar ao ponto de partida.

Como na última vez que estes amigos cá vieram fizeram questão de lanchar por cá, desta vez não deixámos de o fazer novamente após 60 kms e 1800m D+.

 

Um dia fantástico de convívio e confraternização, com boas histórias à mistura e… sem chuva!!!
Os próximos a vir até cá deverão ser o kézia, Indy, Tico, Major e Cª…

 

 

 

*Aconselha-se o visionamento do vídeo em HD

 

 

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